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13/02/2018

Viagem de avião em pé. Acredite, tem companhia aérea pensando nisso!

Por Luciana Atheniense

É comum encontrarmos relatos inusitados relacionados a passageiros aéreos. Confesso que ainda me assusto com algumas histórias. Muitas demonstram o descaso com que as companhias aéreas tratam seus clientes, seja em nosso país ou no exterior.

Recentemente, li uma reportagem que me deixou estupefata: a empresa aérea “VivaColombia” pleiteou a permissão para vender bilhetes que impunham aos seus passageiros viajarem “em pé” em voos curtos, sob a justificativa de diminuir o preço da tarifa.

Esse pedido foi confirmado pelo seu fundador Willian Shaw, que esclareceu que muitas pessoas gostariam de pagar mais barato para viajar e a companhia não se importaria em permitir que o façam de pé. Shaw acrescentou, ainda, que “se podem aguentar uma horinha viajando em pé de ônibus, por que não podem ficar uma hora de pé em um voo para cartagena ou Amazonas?”

O diretor  da Aeronáutica Civil da Colômbia, Alfredo Bocanegra repeliu esse pedido, justificando que até mesmo os tripulantes de avião devem permanecer sentados em uma situação de emergência, “já que existe o risco de machucar outros passageiros”.

As normas de segurança são muito rígidas, não admitindo que seja imposto ao passageiro sacrifício físico durante o trajeto aéreo contratado.

Essa mesma pretensão já foi solicitada por outras empresas aéreas estrangeiras: a chinesa “Spring Airlines” e a irlandesa “RynAir”, que tentava ofertar um assento vertical adaptável que seria utilizado em viagens curtas. Tais projetos não foram colocados em prática.

Ora, ao contrário do que fora alegado pelas empresas, sabemos que o preço de um bilhete não é calculado apenas levando-se em conta o valor da poltrona ou da mala dos passageiros. Mas, sobretudo, o valor de aquisição da aeronave e sua depreciação ao longo do tempo, o  preço médio do barril de petróleo no mercado internacional, a taxa de câmbio, o imposto incidente sobre o combustível utilizado, a taxa de cambio e sua variação, o volume de emprego de mão de obra, dentre outros serviços.

Infelizmente, constatamos que os abusos não se limitam apenas às empresas estrangeiras. Os passageiros já estão fartos de ter que pagar por “novos” serviços aéreos (bagagem despachada, espaço-conforto, serviço a bordo) sob o pretexto de redução de passagem, o que, de fato, não ocorre.

Estamos no feriado de carnaval e essas justificativas das companhias aéreas em “tentar” reduzir os valores de seus bilhetes não passam de “piada de salão”, já que a cada dia os serviços prestados só vêm piorando, sem que ocorra a queda dos preços. O que é lamentável!

 

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