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Notícias

28/11/2011

Conheça as exigências para embarcar com cães e gatos em aviões

Com claras dificuldades respiratórias, mostradas em um vídeo que circulou pela internet, o cachorro da raça pug chamado Santiago não resistiu a uma viagem de avião entre Vitória e São Paulo e morreu logo depois do desembarque. Foram 10 horas de atraso, tempo durante o qual Santiago ficou dentro do porão do avião. Passado o episódio, que ocorreu em setembro, a companhia aérea Gol, responsável pelo transporte do animal, resolveu restringir raças de focinho curto como a de Santiago em voos que opera.

Com a chegada do período de férias, vários brasileiros que pretendem viajar não vão dispensar a companhia do “melhor amigo”. Mas, antes do embarque, é preciso ficar atento a uma série de exigências e cuidados a serem tomados para evitar que a diversão se transforme em dor de cabeça e vá parar nos tribunais.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Minas Gerais (Anclivepa-MG), veterinário Bruno Divino Rocha, a restrição de raças adotada pela Gol é procedente. “Esses cães têm muitos problemas respiratórios e não podem ficar muito tempo em ambientes fechados e quentes, já que eles podem morrer de calor”, afirma. Como a companhia aérea não autoriza o transporte de qualquer animal na cabine de passageiros, mas apenas no compartimento de carga, os riscos de complicações aumentam, principalmente nos recorrentes casos de atrasos.

O veterinário ainda alerta sobre a importância de, antes da viagem, o animal passar pelo crivo de um profissional da área. “Se ele estiver gripado ou com algum problema de saúde, o caso pode agravar e evoluir para uma pneumonia, por exemplo, durante o voo”, observa. Para Rocha, o ideal é que os voos escolhidos sejam curtos, de até três horas. “Os animais não conseguem ficar muito tempo nesses compartimentos, por isso, é aconselhável evitar voos com muitas escalas e conexões”, orienta.

É exatamente a política adotada pela triatleta e estudante Liege Carolina de Souza que, sempre que vai passar um tempo mais longo com a família em Santa Catarina, leva na bagagem Aleka, uma cachorrinha de seis meses da raça shih tzu – entre as proibidas pela Gol. Aleka se prepara para a terceira viagem em dezembro e todas as providências já foram tomadas. “Agora, só pego voo direto para Florianópolis pela Webjet. Tenho receio quando há escalas e só faço quando são rápidas”, afirma.

Apesar de nunca ter tido qualquer problema durante o trajeto, Liege não arrisca e segue todo o protocolo. “Dou um sedativo próprio para cães e ela dorme durante toda a viagem. Dessa forma não fica agitada. Depois que desembarcamos, ela ainda fica um bom tempo sonolenta”, reconhece. Segundo Rocha, é normal que os animais fiquem cansados depois de concluída a viagem, mas é preciso distinguir entre o cansaço e qualquer alteração na saúde.

Como transportar seu animal de estimação

ANTES DO EMBARQUE

Faça a reserva do seu animal junto à Companhia aérea com antecedência.

Todas fazem essa exigência, já que o número de cães e gatos transportados por voo é limitado. Na TAM e Webjet deve ser de 24 horas antes do voo.

Cheque junto à empresa as vacinas e documentações exigidas.

Leve o animal até o veterinário paraque ele emita um atestado sanitário. No documento deve constar que o animal está em boas condições de saúde e apto para viagem aérea. O atestado tem validade de 10 dias a partir da data de emissão.

Na maioria das companhias aéreas, animais com menos de três meses de vida não podem ser transportados, pois não foram ainda vacinados contra raiva. Somente com autorização expressa do veterinário.

Quanto à vacina antirrábica, é exigido que no cartão de vacinação conste o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da partida/ampola utilizado. A aplicação deve ser feita há mais de 30 dias e menos de um ano antes do embarque.

Providencie a caixa para transporte do animal, chamada de kennel.

O animal deverá estar limpo, saudável e sem odor desagradável.

Cheque com o veterinário a possibilidade de sedar o animal para evitar que durante a viagem ele fique agitado ou apresente quadro de enjoo.

Cubra o fundo do kennel com material absorvente.

Quatro horas antes do voo evite alimentar o animal para que ele não passe mal durante a viagem.

Chegue no check-in com pelo menos duas horas de antecedência. Esse é o prazo mínimo exigido pelas empresas.

A política é diferente para cães-guia, que não pagam qualquer adicional pela viagem e têm direito de viajar na cabine.

As exigências para viagens internacionais costumam ser maiores. Portanto, é preciso checar coma companhia aérea todos os procedimentos a serem adotados.

Permitido pelas empresas TAM (somente em aeronaves TAM -JJ) e Azul. Na TAM, se o peso do animal somado ao da caixa de transporte (kennel) superar 10 quilos, deverá ser despachado.

Proibido pela (os animais devem ser despachados) Webjet e GOL.

Fonte: Jornal Estado de Minas – Transportar Cães e Gatos

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