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Notícias

07/02/2019

Os riscos e consequências para as pousadas construídas próximas de barragens

Por Luciana Atheniense

Confesso aos leitores que tive dificuldade para redigir esta coluna, pois, continuo abalada com a tragédia ocorrida em Brumadinho, que acarretou danos imensuráveis à natureza e, sobretudo, a morte e desaparecimento de mais de três centenas de vítimas.

Estou indignada com a negligência e a ganância das empresas mineradoras que, de forma irresponsável, pouco ou nada fazem para evitar esses acidentes que nos últimos anos se tornaram constantes em nosso Estado: São Sebastião das Águas Claras (Macacos), Nova Lima (2001), Cataguases (2003), Miraí (2007) e Marina (2015).   As consequências desses desastres são traumáticas não só em relação à degradação ambiental nas áreas atingidas, mas, pelas mortes ocasionadas, famílias desabrigadas e a imensa dor e sofrimento causados às comunidades locais.

Apesar do rompimento da barragem Mina do Feijão ter ocorrido no final de janeiro (25/1), receio de que nos próximos meses ocorra uma redução na demanda de turistas para as pousadas localizadas próximas às barragens consideradas de “risco” em nosso Estado, como em Nova Lima (Mina Engenho 1 e 2 ), Rio Acima (B1 e B2) e Ouro Preto (Água Fria).

Por outro lado, esse temor inclui, também, as pousadas de Brumadinho, sobretudo após o acidente  da barragem Mina do Feijão,  que, embora não tenha sido qualificada como de “risco” pelo relatório da Agência Nacional das Águas (ANA), acarretou o desaparecimento da pousada Nova Estância,  que  foi “varrida” pela lama, causando a morte de seus proprietários (Márcio Mascarenhas e Cleosane Coelho Mascarenhas), funcionários e hóspedes.

Essa redução de reservas de hospedagens já é relatada por alguns proprietários de pousadas em Brumadinho e região, que já estão recebendo cancelamentos até mesmo para datas distantes ao acidente, como no segundo semestre do corrente ano.

Caso ocorra, de fato, a redução da demanda de turistas nessas pousadas será lamentável, pois, tanto os moradores dessas regiões, como os empresários que optaram por investir nessas áreas, não tinham como vislumbrar a exata dimensão dos riscos a que esses imóveis estão sujeitos e, sobretudo, suas próprias vidas.

Infelizmente, os conhecimentos técnicos restringem-se aos responsáveis pelas mineradoras, que optam por defender seus lucros ao invés de proteger o meio ambiente e a vida das pessoas que, por sua vez, supunham estar “vivendo” em um local calmo e tranquilo. É revoltante!

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