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Notícias

20/07/2007

Procurador diz que força do poder econômico impediu fechamento de Congonhas até agora

O pedido de interdição do Aeroporto de Congonhas, feito anteontem (18) pelo Ministério Público Federal, foi o segundo somente neste ano. A primeira ação foi protocolada em janeiro de 2007 e negada pela Justiça.

Segundo o procurador da República, Márcio Schusterschitz, que assinou o pedido junto com a procuradora da República Fernanda Taubemblatt, o pedido não foi aceito na época porque até então não havia uma demonstração clara de que realmente existia o perigo.

O procurador destacou também que as autoridades defensoras da permanência de funcionamento do aeroporto fixaram seus argumentos na questão econômica.

“As pessoas querem fingir que Congonhas é uma galinha dos ovos de ouro, quando, na verdade, é um aeroporto que tem tudo para repetir acidentes. A ação do MPF teve aceitação muito ruim porque as pessoas se impressionaram com os números econômicos e ninguém se preocupou com o risco que aquilo poderia representar”.

Para o Ministério Público, não basta fechar uma pista apenas. É preciso que uma medida radical seja tomada e seja traçado um plano claro para o futuro do aeroporto. “Um plano que infelizmente e inacreditavelmente ninguém tem. Um aeroporto que não tem plano e perspectiva de nenhuma mudança e se desconhece os próprios riscos que traz, não tem nenhuma condição de continuar operando”.

Sobre o impacto que o fechamento do aeroporto de Congonhas causaria para o país, Schusterschitz disse que o país terá de escolher se prefere o impacto econômico ou o impacto de novos acidentes. “O importante é reconhecer que uma decisão dessa não consegue atender a todos os interesses. A escolha do MPF é clara, em favor da segurança, para evitar novos acidentes”.

http://www.juristas.com.br

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